segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Estou morrendo sem estar doente, estou morrendo de uma existência fria demais para resistir. Olho através de uma janela para a luz de um dia terrível, que embrulha meu estômago. Ninguém mais se sente assim? Estarei completamente louco?"
Charles Bukowski. Pedaços de um caderno manchado de vinho.

domingo, 27 de outubro de 2013

"Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado."
Caio Fernando Abreu

sábado, 26 de outubro de 2013

Não sei se te perdi ou se nunca te tive. Se foi só bom pra mim, se só aconteceu amor por aqui. Se valeu a pena, já não sei. De repente tudo virou solidão, o que era companhia e promessa eterna de compreensão.
Caio Augusto Leite

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um boteco, uma cadeira vazia a tua espera, e um café morno e doce. Eu e a minha ansiedade descontrolada. Eu e a nossa saudade descontrolada . Mente vazia e coração cheio. Lábios secos.
Um olhar longe. Não tão longe da porta, pois tu poderia chegar a qualquer momento trazendo alegria intensa. Tempo ameno. Coração ameno. Vida mais ou menos.
Cadê tu ? Meus olhos já estão cansados de procurar alguém que não vai chegar. Eu sei que tu não virá, mas meu coração ameno, está ficando quente por ti. E o frio está se espalhando pelo meu corpo. Coração quente e corpo vazio. E o tempo continua ameno e tu não chega. Mais cinco minutos e eu vou embora daqui e não volto mais. E repetia o ‘’nunca mais’’ um milhão de vezes. Dizia isso pra mim baixinho, mas com a intenção que tu ouvisse e viesse correndo pra cá, por medo que eu fosse embora de verdade mesmo, mas tu não chegou. Passou-se o cinco minutos e eu te dei mais 10 minutos de tolerância. Eu não queria ir embora. Eu queria que tu viesse me ver e falasse que sentiu a minha falta como jamais ousou sentir de outra.
Mas tu não vieste e eu tive que ir embora, mesmo não querendo. E eu me lembrei de uma frase que tu me disseste um dia desses aí : ’’deixa voar, se voltar, é teu’’. E tu não voltou, tu não veio, tu não apareceu. Vai ver, tu nunca fostes meu.
-Stéphanie

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


"Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais..."
Amado, Vanessa da Mata