sexta-feira, 8 de junho de 2012

Filhote de caracol pega carona com a mãe para atravessar poça d’água

Caracol pega carona nas costas da mãe (Foto: Uda Dennie/Caters News)

O fotógrafo indonésio Uda Dennie registrou uma cena curiosa perto de sua casa, na ilha Batam. Um pequeno caracol montou nas costas da mãe para atravessar uma poça d’água.

O filhote só desceu quando viu uma pedra que sinalizava que a poça estava bem rasa naquele local. “Acho que o caracol só queria ficar seco. Ele fez o possível para não se molhar. A única vez em que ele foi para a água foi quando aparentemente precisou beber algo, e se arriscou a chegar mais perto”, afirmou o fotógrafo.

Dennie, que presenciou a cena durante alguns minutos, disse que nunca tinha visto nada assim. “Minha primeira impressão ao fotografar esses animais minúsculos foi o quanto isso é incrível. Pude ver a vida deles mais de perto e gostei muito do resultado final”, apontou.


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pipa no Céu

Um dia meu irmão do meio saiu pra comprar uma lata de creme de leite pra completar uma receita de estrogonofe e voltou com um cachorrinha nos braços. Os outros três cães que já tinha em casa e a cara de desaprovação nada sutil da minha mãe fizeram com que aquela filhote de labrador viesse morar comigo. Já contei um pouco da história dela pra vocês, assim como a do Totó e recentemente da Branquinha.

Pipa nos deixou na terça-feira. Completaria sete anos semana que vem. Resolvi escrever sobre ela porque acho que no meu papel de humana, apesar de amá-la muito e achar que lhe dava toda a atenção, não soube interpretar bem alguns sinais. Depois que um animal querido se vai assim de repente, ficamos a nos perguntar se chamamos o veterinário na hora certa, se temos sensibilidade pra perceber o que nossos bichos tentam nos dizer. A verdade é que algumas vezes somos flexíveis demais até com nossa própria saúde…

Ela se foi depois de uma parada cardiorespiratória sem explicação. E num primeiro momento, não achamos adequado mandar a nossa amiga pra uma necrópsia. Então seu corpo foi levado a um crematório de animais. Pipa parecia muito cansada e até triste nos últimos dias. Um veterinário que vinha atendendo nossa amiga tinha feito vários testes dois meses antes para tentar detectar diabetes e outras doenças, pois ela vivia sempre controlando peso e passou a beber muita água de uma hora pra outra. O resultado foi normal. Ficamos menos preocupados. Talvez só mesmo um procedimento investigatório bem invasivo pudesse apontar as causas da sua morte. Então como todo mundo faz hoje, saí procurando na internet páginas sobre o assunto.

Um dos textos mais interessantes que achei, de autoria do Dr. William Fortney, trazia justamente a chave pra esse tipo de acontecimento: “Um cão que está indisposto faz tudo para convencer seu dono de que está bem.” Nas últimas semanas, Pipa mesmo mais lenta, se esforçava para ser a mesma boa cachorra. Carinhosa, companheira, paciente. Semana passada quando minha filha deu a ela uma bolinha nova pra brincar, mesmo que não saísse correndo atrás dela como fazia quando era mais nova, foi buscá-la e deitou-se abraçada ao novo brinquedo em sinal de aprovação. Seu jeito estabanado de comer foi substituído por um certo comedimento, mas continuava a se alimentar bem. Pensamos até que ela tinha finalmente percebido que o mundo não ia se acabar enquanto ela comia. Mas não. Já eram sinais de que sua energia estava diferente.

Eu não estava em casa quando ela morreu. Tinha viajado a trabalho e antes de sair pro aeroporto, me aproximei dela cocei atrás de suas orelhas pretas e ela fechou os olhos, como sempre fazia. Dei-lhe um beijo na testa e disse pra ela agüentar firme pois o doutor viria em algumas horas ver como ela estava. Pipa me disse: “Pode ir, não se preocupe. Vou ficar bem.” Continuou deitada e não foi comigo ao portão como sempre ia. Fui embora mesmo assim.

Assim que desembarquei do avião, ao ligar meu telefone vi uma mensagem de texto: “Ligue pra casa assim que puder”. Já com lágrimas nos olhos disquei de volta e soube que Pipa tinha partido dez minutos antes da chegada de seu médico.

Não posso esconder que sinto culpa por tê-la perdido mas sei que a falta dela vai me fazer uma pessoa ainda mais responsável. Cuide bem do seu bichinho. Cuide mais do que você acha que deve, mesmo que ele tente te provar o contrário.

Fernanda Takai

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Programa mostra na TV destino dos bezerros machos da indústria do leite e cria polêmica

Programa “Giant Supermarket”, do “Channel 4″, chocou telespectadores

Na última terça-feira, em horário nobre, um canal de TV britânico mostrou o destino dos bezerros machos da indústria leiteira no país (vídeo). Infelizmente, não é exclusividade da Inglaterra assassinar dezenas de milhares de filhotes de vaca por ano apenas por terem nascido machos. É o padrão da indústria dos laticínios.

Para produzir leite, as vacas precisam ser constantemente inseminadas. Assim como uma mulher, uma fêmea bovina precisa ter um motivo para produzir leite e este motivo é sua cria. A indústria burla a natureza e insemina artificialmente estes animais para que produzam mais e mais leite. Mas, mesmo com tanta tecnologia voltada para o mal, ainda não é possível escolher o sexo dos bebês que, inevitavelmente, nascem.




Fêmeas ou machos, os bebês que nascem em uma indústria leiteira sofrerão

Nesta indústria, se uma bebê nasce fêmea, será encaminhada  para se tornar mais uma das bilhões de vacas exploradas durante toda a vida. No fim, vão para o abatedouro. No entanto, se o bebê nasce macho, não passa de um dia. Tão logo quanto possível são mortos, simplesmente não há espaço ou utilidade para eles.

Revolta da audiência

Durante o programa “Giant Supermarket”, mais de 60 telespectadores registraram queixa formal sobre o conteúdo apresentado e centenas de comentários começaram a aparecer em redes sociais como o Twitter e Facebook. Muitos classificaram o programa como “doente”. Um espectador declarou que jamais tinha visto algo tão perturbador na televisão.

Que tal um copo de leite ou uma fatia de queijo?

Muitas pessoas ficam revoltadas quando descobrem o que se passa na indústria do leite, dos ovos e da carne. Mas será que isso basta? A única forma de não colaborar com isso é adotando o veganismo no seu dia a dia. Nos ajude a acabar com essa insanidade. Apenas na Inglaterra, mais de 90 mil bezerros machos são executados em seu primeiro dia de vida. No Brasil, não há números oficiais, mas sabe-se que o principal destino destes pobres animais é o descarte ou a carne de vitela.

Alternativas livres de crueldade

Existem boas alternativa aos laticínios, confira algumas:
1. Leite de castanhas (www.vista-se.com.br/castanhas): ideal para o café da manhã, para misturar com café ou para o preparo de doces e bolos.
2. Mandiokejo: produto vegano produzido em Santa Catarina ideal para o preparo de pizzas e lasanhas cremosas.
3. Leite de aveia: alternativa barata e versátil. Ideal para o preparo de strogonoff e outras receitas salgadas.
4. Você já pensou em tomar leite de coco?
5. Que tal preparar um pão de queijo sem queijo? Aprenda.
Existem ainda algumas opções de iogurtes à base de soja encontrados em supermercados de todo o Brasil. Pesquisando, você encontrará muitas opções para se tornar vegano e não colaborar mais com a morte de bilhões de animais. Sua conciência ficará muito mais leve, garantido.



Junte-se a nós
Conheça o veganismo e junte-se a milhões de pessoas ao redor do mundo que não concordam com a matança de animais. www.sejavegano.com.br.



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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Morre gato resgatado em peça de motor de carro em Goiás

O gato passou por uma cirurgia de emergência e faz tratamento contra uma infecção intestinal. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Morreu no final da tarde desta quinta-feira o filhote de gato resgatado dentro de uma peça de motor de carro em Rio Verde, sudoeste de Goiás. Segundo o veterinário que cuidou do animal, ele teve falência múltipla de órgãos por volta das 17h20. O animal, apelidado de Chaminha, foi encontrado na segunda-feira, quando um motorista notou uma perda de potência no motor.

Segundo o veterinário Osmar Junior, o filhote não resistiu a uma infecção intestinal que se espalhou pelo organismo e comprometeu o funcionamento dos rins. O gato, de 2 meses, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e chegou à clínica desnutrido, desidratado e com parte do intestino para fora do corpo. Ele passou por uma cirurgia de emergência e fazia tratamento contra a infecção.

Conforme o veterinário, o filhote deve ser recolhido por uma empresa que recebe material orgânico e incinerado. Cerca de 50 pessoas haviam manifestado interesse em adotar o gato.

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