sexta-feira, 31 de agosto de 2012

3 motivos para ser contra testes em animais


Cruel, arcaica e ineficiente: esta é a indústria bilionária dos testes em animais
São cada vez mais comuns as manifestações públicas e organizadas de repúdio aos testes em animais. Na Itália, milhares de pessoas foram às ruas e conseguiram fechar um biotério (lugar que “fabrica” animais) com mais de 2.500 cães da raça Beagle que seriam usados para testes farmacêuticos (lembre do caso). Aqui no Brasil, um forte grupo está organizado para protestar contra o Instituto Royal, localizado em São Roque-SP, que tortura atualmente cerca de 60 Beagles (lembre o caso). Logo após este grande protesto em São Roque que, segundo os ativistas, foi apenas o primeiro, o ativista e presidente da ONG VEDDAS George Guimarães falou por mais de 20 minutos ao vivo sobre o assunto na Record News (assista). Há anos, um vídeo documentário do Instituto Nina Rosa, de São Paulo, denuncia os testes em animais. O documentário chama-se “Não Matarás” e está disponível gratuitamente no Youtube (assista aqui). Estes são apenas alguns exemplos. Fica claro que não há mais espaço para este tipo de atividade na época em que estamos. Entenda:

 

1. Testes em animais são extremamente cruéis

Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos à práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas. Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa. Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas (o que é um vivisseccionista?).

 

2. Testes em animais atrasam o desenvolvimento da ciência

Em todo o mundo, especialistas se dividem sobre o papel dos testes em animais no progresso científico. De um lado, há os que dizem que não há condições de haver novas descobertas importantes para a saúde humana sem este tipo de prática. Por outro lado, existe o grupo dos que dizem que os testes animais impedem que a ciência evolua, mantendo-a em um ciclo arcaico de práticas sem razão.
Um destes entusiastas do fim dos testes em animais é o médico norte-americano Ray Greek que, em 2010, disse à Revista Veja (leia):

 

“As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.”

 

Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.

 

3. Testes em animais são ineficientes

Grupos de cientistas favoráveis à testes sem animais usualmente citam o lucro da indústria como principal causador de sua permanência no meio acadêmico e farmacêutico. Fica claro que há uma economia dependente dos bilhões de dólares investidos por ano neste mercado. Porém, este dinheiro não está sendo aplicado para o bem das pessoas.

O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou: “A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.”

Se ainda assim você tem dúvidas, veja:

Denúncia feita em 2009 pela PETA, ONG norte-americana, contra a indústria de alimentos para pets IAMS (Eukanuba). No vídeo abaixo, cenas dos experimentos feitos em cães da raça Beagle.

ATENÇÃO! Cenas fortes.

Há alternativas Estudante, não quer matar animais em seu curso? Conheça a objeção de consciênciawww.1rnet.org/objetando.htm. Consumidor, saiba o que coloca no carrinho e como foi produzido. O site PEA (Projeto de Esperança Animal) mantém aquela que é hoje a lista mais atualizada de empresas brasileiras que testam e de empresas que não testam em animais (consulte). Certamente, vai ajudar você a fazer melhores escolhas. Caso o produto em que você está interessado seja importado ou de uma empresa multinacional, acesse a lista mundial da PETA, aqui. Manifeste-se, ainda que seja em um e-mail ou telefonema para a empresa que fabrica seu produto favorito. Eles precisam saber que você não concorda com testes em animais. Assim, ou eles se adaptam ao novo mercado, ou o mercado descartará os produtos deles.  Fonte

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Falta de água pode tornar o mundo vegetariano

Segundo novo estudo, mudança radical de hábitos será necessária para garantir a segurança alimentar da população mundial, que deverá chegar a 9 bilhões em 2050





Falta de água pode tornar o mundo vegetariano
Diariamente, um bilhão de mulheres, homens e crianças vão dormir com fome, enquanto 10 milhões morrem por desnutrição a cada ano. Se ainda hoje o mundo não conseguiu sanar esse mal, que afeta um em cada sete de seus habitantes, como é que vamos alcançar a segurança alimentar para uma população que em 2050 chegará a 9 bilhões de pessoas?
Um novo estudo mostra que a solução para evitar uma catástrofe alimentar passará por uma mudança quase completa de uma dieta a base de carne para uma mais centrada em vegetais. E isso deverá acontecer por um único motivo: a escassez de água. É o que aponta o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado ontem na Suécia, por ocasião da Semana Mundial da Água.
A análise mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.
Na ponta do lápis, de acordo com os cientistas, a adoção de uma dieta vegetariana é atualmente uma opção para aumentar a quantidade de água disponível para produzir mais alimentos e reduzir os riscos de desabastecimento em um mundo que sofre com extremos do clima, como a seca histórica que afeta os Estados Unidos. O motivo é que a dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal – que hoje demanda um terço das terras aráveis do mundo só para o cultivo de colheitas para alimentar os animais.

Dieta vegetariana demanda de cinco a dez vezes menos água
que uma dieta rica em proteína animal
 
 
“A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, ressalta um trecho do relatório, que alerta sobre a pressão atual e crescente sobre esse recurso natural usado de forma cada vez mais insustentável. Segundo previsões da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda. Isto colocará uma pressão adicional sobre os nossos hídricos, num momento em que precisaremos também alocar mais água para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas, salientam os cientistas.

Estresse hídrico

Um outro estudo divulgado em maio pela consultoria britânica Maplecroft mostrou que o mundo já vive um “estresse hídrico” e que a falta de acesso à água potável vem pesando sobre os países mais pobres ou marcados por histórico de conflitos militares, instabilidades políticas e sociais. Segundo o levantamento, os países do Oriente Médio e África são os mais vulneráveis à falta de água. Nessas regiões, cada gota pode emergir como uma nova fonte de instabilidade.
Em alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, como Kwait e Arábia Saudita, a escassez de água vem se tornando crítica há gerações. Primeiro colocado na lista de 10 países em “risco extremo” de falta d´água, Bahrein, no Golfo Pérsico, usa águas subterrâneas para a prática da horticultura, porém, em quantidade insuficiente para atender toda a população. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água já é uma das principais preocupações nacionais.
 
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cão que morreu após ser resgatado das ruas deixa lição de amor

Por Roberta Oliveira (da Redação – EUA)


Um cachorro que vive nas ruas, chamado Ol Boy, foi visto abandonado e doente nas ruas da Cingapura por uma pessoa que pediu ajuda à ONG “Save Our Street Dogs”. Esta é a história de um cachorro com poucos dias de vida e com um último desejo, que era de ser amado antes de morrer, como contada no vídeo feito pela ONG.

“Ol Boy nasceu nas ruas da Cingapura, e nunca soube o que era um lar. Ele passou sua vida tomando água suja e comendo restos de comida que as pessoas do comércio davam a ele.

Ele foi encontrado machucado e sem poder se mover. Ol Boy chorou de dor sozinho por 3 dias, e permanceu deitado em seu próprio excremento enquanto chorava de dor. O cachorrinho fedia a rato morto quando foi encontrado. Ele tinha carrapatos e machucados pelo corpo todo.

Após um exame, o veterinário encontrou todos os tipos de doença. Febre por carrapato, infecções, atrofia e um possível câncer. Ele não podia andar provavelmente devido à atrofia e fraqueza. Os dentes de Ol Boy estavam em péssimo estado, e ele apresentava anemia. Centeas de carrapatos foram removidos.

O tratamento para a febre e anemia foram iniciados com transfusão de sangue. Mas Ol Boy tinha algo à dizer: “Eu estou morrendo, e não tenho muito tempo de vida.”

Ele estava com muito desconforto por causa da dor, mas não queria ser eutanasiado. Ele queria morrer naturalmente, e se possível, dentro de um lar quentinho. Ele queria sentir o amor e carinho de um lar pela primeira vez. Então seu desejo foi concedido, e ele foi levado para a casa de um dos voluntários da ONG.
Ol Boy estava com muita sede mas não conseguia se levantar. Ele tomava água com ajuda de uma seringa. Os voluntários ficaram o tempo todo ao seu lado, o acariciando quando ele chorava de dor. Era só isso que Ol Boy queria, compania e ser amado.

Os voluntários e seus dois cachorros ficaram ao lado de Ol Boy.

Às duas horas da manhã, Ol Boy se sentou, e bebeu água pela última vez….

Às quatro horas da manhã, Ol Boy morreu em paz.

Ol Boy tinha um último pedido que era ser cremado, e ter suas cinzas espalhadas em um campo.

Um ritual foi feito, e pétalas de rosa foram espalhadas em seu corpo antes da cremação.

As cinzas foram espalhadas em uma praia, onde seu espírito agora corre livre…”

Os animais não querem fama e fortuna, só querem ser amados e compreendidos. Eles querem viver suas vidas com dignidade, e morrer naturalmente. Que a história de Ol Boy nos sirva de lição sobre como é possível ajudar um animal abandonado, e lhe dar uma chance de saber o que é o amor.




Fonte

sábado, 25 de agosto de 2012

Em postura esquizofrênica, Folha de S. Paulo critica e exalta o foie gras na mesma página

por Robson Fernando de Souza



Em postura esquizofrênica, Folha de S. Paulo critica e exalta o foie gras na mesma página
O site da Folha de S. Paulo demonstrou confusão de não saber de que lado está em termos de apoiar ou criticar/endossar críticas sobre a produção e consumo de foie gras.
 
Numa mesma página na seção Comida, publicou um artigo da colunista Alexandra Forbes, que critica tanto a indústria e os consumidores da “iguaria” como a “hipocrisia” daqueles que criticam sua produção mas comem carne, e um infográfico que ensina como escolher e consumir o patê feito do fígado inflamado e doente de patos e gansos cruelmente explorados, superalimentados e mortos.

O artigo diz, entre outras coisas, que “os defensores da medida têm razão quando dizem que a engorda do fígado deteriora a saúde das aves”, “as aves estão entre os muitos animais que o homem maltrata para transformar em comida, como lagostas e tubarões – que são jogados de volta ao mar depois de extraídas suas barbatanas” e “é hipocrisia focar apenas no bem-estar de aves que são gota no oceano: para cada pato destinado à produção de foie gras, há milhões de galinhas apertadas em jaulas de grandes granjas. Não morrem porque tomam antibióticos. Isso para não falar em vacas e porcos, criados em escala industrial, para os quais não há lei de proteção em vista”. Não tem caráter abolicionista mas torna-se relevante por ter sido publicado por uma empresa membro da grande mídia, num contexto em que esta costuma apoiar atividades de exploração animal e difamar o veg(etari)anismo.



Em postura esquizofrênica, Folha de S. Paulo critica e exalta o foie gras na mesma página

O infográfico, por outro lado, ensina, por exemplo, que o foie gras a ser comprado pelos interessados precisa ter entre 350 e 700 gramas de peso, não pode ter hematomas, deve ser conservado na geladeira logo após a compra e pode ser acompanhado por geleias e chutneys.
Isso soa muito mais como esquizofrenia moral e jornalística do que como imparcialidade. Aliás, não é possível dizer que a página foi imparcial, já que o peso do apoio ao foie gras foi bem maior do que a crítica ao mesmo, visto que:
 
a) o artigo pode ser interpretado como uma crítica mais aos opositores onívoros do foie gras do que à produção e consumo do “prato” em si;
b) o mesmo, de acordo com a mesma intepretação, parece passar a mensagem de que, já que esses críticos comem carne, seus protestos seriam incoerentes, hipócritas e “por isso” inválidos, numa falácia mista de ad hominem e tu quoque difícil, mas possível, de se detectar;
c) o infográfico em si é um enorme incentivo ao consumo de “bons” patês de fígados de gansos e patos e à degustação “melhor possível” da “iguaria”.
Críticas e protestos devem ser enviados à seção de comentários da mesma página.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Homem faz ‘corrente do bem’ para conseguir pagar cirurgia de seu cão


Pelas ruas da cidade de Billings, no estado de Montana, Estados Unidos, Red é puxado em um vagão por Mike Mallory. Red é um cão da raça boadeiro australiano de cinco anos, companheiro e melhor amigo de Mike. Em janeiro, Red precisou de uma cirurgia de substituição do ligamento cruzado anterior na perna esquerda traseira, porém Mike – que sofreu um traumatismo craniano após um acidente de carro em 2001, e vive com recursos limitados recebendo pensão por invalidez – não podia pagar a cirurgia.

O veterinário da Clínica Veterinária de Billings disse à Mike: “Nós vamos ajudar seu cachorro, e depois nos preocupamos com a conta.” A cirurgia, junto com a reabilitação e outros procedimentos custariam mais de U$ 3.000,00. Mike disse: “ Vou pensar em algo”.  As informações são do Billings Gazette.

Red (vermelho, em português) tem o pelo ruivo, coberto com algumas pintas brancas. É amigável e bem comportado com estranhos, e a prova são as várias fotos de Red com a população da cidade de Billings na página oficial do Facebook “Walking for Red”, nome da campanha que arrecadou doações para Red. Red e Mike passam o dia andando pela cidade, “compartilhando o amor”.

Mike, que já morou em várias partes dos Estados Unidos, diz que é uma pessoa melhor por causa de Red.
Em junho de 2012, Mike conseguiu os fundos para pagar a primeira cirurgia de Red – graças também à página do Facebook e doações que vieram até da Alemanha – mas os esforços não acabaram.

O veterinário Dr. Brown informou que em muitos casos, outro ligamento cruzado anterior de outra perna precisa ser reconstruído após a primeira cirurgia. E foi exatamente o que aconteceu com Red.

Mais uma vez a clínica disse que faria o procedimento, e que se preocuparia com o pagamento depois. O veterinário não cobrou os honorários e o custo ficou em aproximadamente U$ 2.500,00.
“A ligação que Mike tem com Red é muito forte,” disse Allen.

Red passou pela segunda cirurgia em junho de 2012.

Mike ainda passa o dia puxando Red em seu vagão.

“Eu amo Red, eu não tenho que puxar esse vagão, mas eu amo puxar esse vagão. Eu passo o dia com ele, puxando-o no vagão.”

Red e Mike às vezes contam com a companhia de Rosie, cuja tutora é uma amiga de Mike. Rosie é da mesma raça que Red, e tem 2 anos. “Rosie veio de um abrigo, e no começo tinha medo de homens, então acho que sofreu algum tipo de abuso. Mas agora está bem, e Red fica louco quando ela não está junto com a gente.”

A filosofia de vida de Mike de “compartilhar o amor” e “dando para receber” é inspiradora, assim como seu amor e dedicação por seu melhor amigo.

“As pessoas talvez não acreditem, mas eu acredito que Red sabe que as pessoas estão ajudando ele, e ele gosta de ‘compartilhar o amor’. Ele me fez consciente do mundo ao meu redor, e me mostrou o amor que sempre busquei mas nunca conheci. Ele me trouxe alegria e a vida que só via nos programas de televisão ou que li em livros. Ele me mostrou que há outras pessoas no mundo com corações e sentimentos por outras pessoas, e que não pensam somente em si mesmas. Ele me mostrou que animais não são tolos, e possuem sentimentos que não são diferente dos nossos.”

Para quem quiser ver mais fotos de Red, Mike e Rosie é só acessar a página do Facebook. Red ficará muito feliz em receber comentários, mesmo que sejam em português (que depois eu traduzirei para Mike) e saber que está compartilhando o amor com os brasileiros.


 Por Roberta Oliveira




Fonte