terça-feira, 17 de julho de 2012

O legado de Lennox

No dia 11 de julho de 2012, Lennox, alegadamente um pit bull, foi morto pela Prefeitura de Belfast, na Irlanda do Norte. Uma campanha internacional foi instaurada para salvar Lennox e sua morte acabou causando indignação internacional.

E não deveria ser diferente.

Não é nada mais do que ignorância considerar pit bulls como um tipo de cão feroz. Qualquer pessoa que conheça um pouco sobre pit bulls sabe que eles são gentis e amáveis cães cujo histórico papel tem sido o de cuidar de crianças. Alguns pit bulls são ferozes? Sim, aqueles que se tornam ferozes por causa dos humanos. E pelo que li, a alegação das autoridades de Belfast de que Lennox era feroz, ou de que era “necessário” em qualquer sentido matá-lo, não foi fundamentada com devida evidência.

Mas a história de Lennox tem um significado mais profundo. Houve uma sensação de indignação internacional sobre esta questão porque não havia justificativa para matar Lennox. A Prefeitura de Belfast agiu erradamente.

O que dizer dos aproximadamente 150 milhões de animais não-humanos – não contando peixes – que serão mortos hoje para nosso consumo?

Cada um destes animais é tão inocente e vulnerável como Lennox era. Não há justificativa para o sofrimento e morte que impomos. Nós matamos e comemos animais porque eles têm um gosto bom; nós agimos além do hábito a fim de satisfazer nossos prazeres do palato. Nada mais.

Muitos daqueles que protestaram contra a morte de Lennox e se opuseram às ações da Prefeitura de Belfast estão fazendo exatamente o que a prefeitura fez: estão decidindo quem vive e quem morre.

A indignação em todo o mundo sobre esta injustiça mostra que muitos de nós temos, sim, uma preocupação moral em relação a não-humanos.

Se pudéssemos acender a chama da moral e difundir esta preocupação moral de modo que todos aqueles que se indignaram com a morte de Lennox se sentissem igualmente indignados pela morte de bilhões de animais mortos anualmente para consumo humano, nós teríamos um movimento de direitos dos animais.

O patético movimento “carne feliz” “consumo compassionado“ que atualmente existe não tem nada a ver com direitos dos animais, tem a ver com o ato de fazer humanos se sentirem melhores ao consumirem não-humanos.

Lennox foi morto injustamente. Isso foi um erro. Aqueles que se opõem ao que aconteceu com Lennox deveriam reconhecer que continuar consumindo animais fará com que não sejamos diferentes das autoridades de Belfast.

Se você não é vegano, por favor, torne-se vegano. Eduque outros, de modo criativo e pacífico, sobre como o veganismo é a única resposta racional para o reconhecimento de que animais são moralmente importantes.

Se tiver a possibilidade de adotar um cão abandonado de qualquer raça, por favor, faça isso. Se você adotar, considere um pit bull ou um mestiço de pit bull. Eles são cães maravilhosos!

Deixemos nossas consciências elevadas sobre justiça, para todos os não-humanos, serem o legado de Lennox.


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Colecionar animais pode ser sintoma de TOC

( Reprodução Anda )

A doença consiste em reunir o maior número de animais sem que a pessoa tenha condições de dar os cuidados necessários

Pessoas que têm o hábito de colecionar uma quantidade grande de animais podem esconder problemas psicológicos. De acordo com um estudo do Centro de Transtornos da Ansiedade, do Hospital de Hartford, dos Estados Unidos, isso pode ser um sintoma de transtorno obsessivo compulsivo.

Conhecido como TOC, a doença se manifesta sob a forma de alterações do comportamento, dos pensamentos e das emoções. As pessoas que sofrem do mal costumam repetir rituais e têm obsessões como dúvidas, preocupações excessivas chegando até a depressão.

Acumular animais em excesso pode ser um dos sintomas do TOC, diz o estudo. A pesquisa constatou que na maioria das vezes a doença é diagnosticada nos casos de pessoas que acumulam um grande número de animais sem lhes dar o cuidado necessário como comida e manter a sua higiene em dia.

A maioria das pessoas que acumulavam animais e sofriam de TOC eram 76% mulheres na faixa dos 60 anos ou mais. As maiores vítimas são os cães e gatos. Os cientistas constataram que as pessoas não resistem e acabam aceitando novos animais mesmo não tendo mais como cuidar deles.

Para combater o TOC o tratamento é feito à base de medicamentos e com o uso de técnicas psicoterápicas chamadas de cognitivas e comportamentais.


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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Estudo com fotos revela que pit bulls podem ser os melhores companheiros para crianças


O trágico desfecho do caso do cão Lennox fomentou discussões em todo o mundo em relação à questão dos pit bulls. Gary Francione, defensor dos direitos animais e abolicionista, publicou em seu Facebook um texto muito interessante do comediante americano Yonah Ward Grossmanmostrando como os pit bulls foram, por mais de 100 anos, considerados os melhores cães para conviver com crianças, nos Estados Unidos.

Criança abraçada com seu companheiro pit bull (Foto: Reprodução)
Em seu artigo, Yonah critica a mídia por ter criado uma imagem injustamente negativa dos pit bulls, algo já feito anteriormente com rottweilers, dobermans e pastores alemães. Ele também ressalta que pesquisas mostram que pit bulls são extremamente pacientes e gentis com crianças, o que torna a reputação de “cão perigoso” algo embaraçoso.

O comediante fecha o texto pedindo para que o leitor veja todas as fotos anexadas, cujas quais mostram que o pit bull era de fato o cão das crianças, das mais ricas às mais pobres. Que estas fotos consigam falar mais do que palavras, e que a lei seja usada para promover a justiça, não a morte de seres tão maravilhosos.


Acesse aqui uma galeria de fotos de pit bulls convivendo em perfeita harmonia com crianças.


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quarta-feira, 11 de julho de 2012

ONG espanhola “Igualdad Animal” mostra como é produzida a carne de atum

Para chegar até a lata, os atums são cruelmente caçados e sangram até morrer nos barcos

Mais um trabalho impecável da ONG espanhola Igualdad Animal (Igualdade Animal) mostra a cruel indústria da pesca do atum, peixe muito consumido no mundo todo. Com investigadores infiltrados e até mergulhadores voluntários, a ONG conseguiu juntar um material de alta qualidade que deixa claro o sofrimento destes animais, que são friamente esquartejados enquanto se debatem apenas para que o ser humano possa saborear sua carne. É o padrão da indústria.

A investigação foi conduzida na costa da Itália e deu origem a um site (www.matanzadeatunes.org) que traz mais detalhes da empreitada do grupo.

Peixes sentem dor? A resposta é sim. Leia.

A intenção da Igauldad Animal é sensibilizar a população sobre o sofrimento dos animais. O grupo pede para que as pessoas se tornem veganas para ajudar a acabar com o sofriemnto de atums, galinhas, frangos, bois, porcos e tantos outros animais.

Primeiros passos para o veganismo: www.sejavegano.com.br.






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terça-feira, 10 de julho de 2012

Fotógrafo conta a história de cães abandonados condenados à morte


 Fotografia capta momentos antes da morte (Foto: Tou Chih-kang)

O fotógrafo Tou Chih-kang coloca cuidadosamente um pequeno filhote sem raça definida em uma plataforma improvisada em um abrigo animal no norte de Taiwan. O cão parece ter dois meses de idade, com olhos alertas e confiantes, e um pelo marrom brilhante.

Tou Chih-kang captura expressões, personalidade. Ele cria o tipo de fotos que qualquer tutor gostaria de ter. Esse filhote não tinha tutor e nunca terá um. Uma vez que essa foto foi tirada, ele foi levado embora por veterinários para ser eutanasiado.

Tou tem registrado os últimos momentos de cães no abrigo de Taoyuan, de Taiwan, há dois anos. Ele fotografou cerca de 400 cães, na maior parte abandonados pelos seus próprios tutores. Para ele o trabalho é emocionalmente desgastante, mas ele está tentando espalhar uma mensagem de responsabilidade.

“Eu acredito que as coisas não devem ser ditas, mas sim sentidas”, disse Tou, um homem de 37 anos de idade e um ar de calma confiança. “E eu espero que essas imagens venham despertar as pessoas para contemplarem e sentirem por essas vidas infelizes, e entenderem a desumanidade da nossa sociedade para com eles”.

                  (Foto: Tou Chih-kang)

As suas fotografias são dimensionadas e emolduradas em estilo poético como os retratos formais antigos, de 100 anos atrás, que pretendiam conceder dignidade e prestígio para o assunto ou personagem. Em muitas das fotos, os animais são colocados em ângulos que os fazem parecer quase humanos.

Neste ano, as autoridades tailandesas irão eutanasiar um número estimado de 80 mil cães abandonados. Defensores dos animais dizem que o fenômeno generalizado – a população humana de Taiwan é de 23 milhões de pessoas – reflete a cultura ainda imatura das pessoas quanto à tutela dos animais, e a crença entre a população majoritariamente budista de que os cães são reencarnações de humanos que se comportaram mal em uma vida anterior.

Parece, a julgar por muitas lojas em Taiwan que vendem roupas e acessórios sofisticados para cães, que a sociedade de Taiwan valoriza e mima os seus animais, e alguns realmente o fazem. Mas muitos abandonam os animais de estimação nas ruas assim que o seu entusiasmo inicial se esfria.

“Os animais são vistos como brinquedos, não para serem levados a sério”, diz Grace Gabriel, diretora regional da Ásia para o Fundo Internacional de Bem-Estar Animal de Massachusetts.

Ativistas dizem que 70 por cento dos cães dos abrigos tailandeses são mortos após um período de 12 dias, apesar dos esforços do governo em encontrar lares para adotá-los. Grace diz que os cães nos abrigos americanos são menos propensos a serem eutanasiados, enquanto milhões de gatos continuam sendo sacrificados todos os anos.

Os cães que vagam em Taoyuan são apanhados pelas patrulhas financiadas por governos locais, formadas por trabalhadores equipados com cabos de aço e redes grandes.

                     Foto: Tou Chih-kang

Há cães de todos os tamanhos e tipos. Alguns são jovens e ativos, outros grisalhos, apáticos e mal tratados. Depois que Tou os fotografa, são levados por veterinários para uma volta breve em torno de um pátio gramado, e em seguida vão para uma pequena sala que se parece com uma clínica, onde são mortos por injeção letal.

Tou, que usa o nome artístico de Tou Yun-fei, diz que começou o seu projeto porque a mídia tailandesa não estava prestando a atenção suficiente para a situação dos cães. Ele diz que não é tutor de animais, mas o problema tem atormentado a sua consciência.

Ele diz que alguns dos seus amigos se recusam a até mesmo olhar para as suas fotos, enquanto outros disseram que as imagens os ensinaram a ter uma tutela mais responsável dos seus animais.

Cerca de 40.000 fotos do trabalho de Tou deverão ser exibidas neste mês de agosto em sua primeira exposição em grande escala, no Museu de Belas Artes da cidade de Kaohsiung, ao sul de Taiwan.
Algumas fotos já estão em exibição na Prefeitura de Taoyuan, como parte de uma tentativa de sensibilizar os cidadãos para as responsabilidades envolvidas na criação de um animal de estimação.

“Eu me considero um veículo e procuro fazer com que, através da minha fotografia, mais pessoas estejam cientes desse problema”, diz ele. “Eu acho que é o meu papel”.



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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Cadelas amamentam crianças na Indía

A imagem do pequeno Chotu Kumar bebendo leite em uma cadela de rua é um retrato da pobreza na Índia. A família do garoto contou ao jornal britânico "The Sun", que a fome é uma constante em suas vidas e que a situação se tornou ainda pior depois da morte do pai de Chotu, há quatro anos.


"A cachorra não me morde. Eu gosto dela e ela gosta de mim, ela me trata como um de seus filhotes. Eu adoro brincar com os cães, eles são meus amigos", contou Chotu ao tablóide The Sun
Chotu Kumar diz que os cachorros são seus únicos amigos

Shanichari Devi, mãe do menino, conta que ficou chocada quando viu o filho bebendo leite da cachorra e que o proibiu de brincar com os animais. "Mas sempre que ele tinha fome ia atrás dela. Acabei deixando porque sei o quanto de fome ele passa", relatou.

A cadela costuma a ir até a casa de Chotu e latir até que ele saia pra brincar e mamar. "Muitas pessoas na vila não gostam da minha amizade com os cães, mas eu sou feliz. Ela sempre gosta de me ver ver e deixa eu tomar algum leite. Eu costumo beber três vezes por dia e tem um gosto doce como açúcar", explica o garoto.Chotu mora com a mãe, a avó e dois irmãos em uma casa de barro em Jharkhand, no leste do país.

De acordo com a UNICEF, a região tem 90% das crianças com quadro de desnutrição e onde a fome mata por ano 25 mil crianças.


 Da mesma forma que muitas mulheres pelo mundo se compeliram a amamentar animais famintos, as cadelas na Indía, estão permitindo que crianças famintas se alimentem de seu leite. Mas se não há alimentos suficientes para os humanos, para os animais então é tão ou mais escasso, e o leite produzido pelas cachorras, não serve como nutriente nem para seus próprios filhotes, quanto mais para as crianças humanas.



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